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Loretto comenta o livro Heróis do Clima

3 Maio

Loretto ganhou um livro. E resolveu comentar em vídeo. Agora, ele promete comentar mais e mais e mais…

 

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Livros de gente grande, livro de gente pequena

15 Out
Bilhete do Loretto para o autor do livro Barba Ensopada de Sangue, Daniel Galera

Bilhete do Loretto para o autor do livro Barba Ensopada de Sangue, Daniel Galera

O Loretto adorou o romance Barba Ensopada de Sangue, do Daniel Galera. Mandou até um bilhete para o autor (postei a imagem no Te Indico um Livro). E, agora, aguarda ansiosamente por uma resposta, que talvez nunca venha. Mas não importa: ele tem questões sobre o livro para discutir com o cara que o escreveu e, certamente, Barba Ensopada de Sangue será um romance que ele lerá no futuro, quando estiver mais velho. Teoricamente, quando estiver na idade certa para esse tipo de livro… Mas existe idade certa para esse tipo de livro?

Eu faço essa pergunta porque, no sábado, aconteceu uma coisa curiosa. Eu estava lendo um outro texto “não indicado para a idade do Loretto”: o conto O Imortal, de Jorge Luís Borges. Lia em voz alta enquanto aguardávamos na recepção do Sabará (Loretto teve uma infecção de garganta e precisou dar um pulo por lá). Eu comecei a ler esse conto para ele justamente porque, em Barba Ensopada de Sangue, há algumas discussões sobre a imortalidade. Uma outra mãe sentou-se ao nosso lado e comentou: “Que lindo! Ele gosta de livros? Leva ele no shopping Higienópolis porque tem uma banquinha de livros infantis tudo por R$ 5…. Livros da Disney, Rapunzel, Cinderela…os clássicos…”. Eu prometi que ia, sim. E, quando a mulher saiu de perto, o Loretto exclamou: “Mas eu não gosto dos livros que ela falou…E também não gosto de shopping”.  Continuamos a nossa leitura. De Borges. 

Então pensei que todos os livros são sempre indicados. Eu gosto de literatura, então apresento para o Loretto o máximo de livros que eu posso, na medida em que sinto que ele solicita essa apresentação. Ele já tem seu estilo preferido, seus autores escolhidos, os tipos de narrativa de que mais gosta. E isso não faz dele um menino menos criança. Ele é, como qualquer outro moleque da sua idade, cheio de manhas, birras, brigas, brinquedos e brincadeiras. A diferença está na forma como recebe as informações. Gosta também de livros que são “indicados” para sua idade – mas só dos criativos e cujas ilustrações sejam de excelência… É exigente. 

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Por falar em livros (indicados para crianças…), Loretto já está ansioso para a chegada dos livros do Itaú. Todo ano, o banco envia, para quem se cadastrar, uma coleção de livros infantis. Costumam ser muito bons. Esse ano os títulos são: O mundo inteiro, de Liz Garton Scalon e Marla Frazee e O dente ainda doi, de Ana Terra. Inscreva-se também e, se já tiver os livros que eles vão mandar, doe para uma criança.

 

Feira do Livro da USP 2012 e Livros do Itaú

8 Nov
Arrigo brinca com os livros

Aqui, o Arrigo, na época com apenas 8 meses, brincando com os livros do irmão

Gostamos de livros. E desde que postei o vídeo do Loretto declarando sua paixão pelos livros velhos, com pintas amareladas nas laterais das páginas, recebo mensagens e comentários em que as pessoas perguntam como tornar o seu filho um leitor. Não sei muito bem. Mas eu posso contar como as coisas aconteceram aqui em casa (e continuam acontecendo com o Loretto e com o Arrigo).

1) Leio para o Loretto e para o Arrigo desde que eles têm…dias de nascimento. Lia ao lado do berço, lia com eles deitadinhos na cama enquanto tomavam sol (bate sol na minha cama de manhã…privilégio!), lia para eles enquanto mamavam no peito. Nesta época, em que para eles importava apenas o som da minha voz e a minha imagem com um livro na mão, eu lia qualquer livro e em voz alta, não só livros infantis. Loretto mamou ao som de frases de Simone de Beauvoir, “Tous les hommes sont mortels”… Lia (e ainda leio) no carro: enquanto o Maurício dirige, eu fico ao lado deles nas cadeirinhas e leio. Conforme eles crescem, os livros passam a ser prioritariamente adequados as suas idades, a interação com as ilustrações torna-se fundamental. Mas, não raro, o Loretto nos pede que leia trechos dos “livros de gente grande que estamos lendo” antes de ele dormir. Então, por exemplo, neste exato momento, ele acompanha o livro Bodas de Sangue, de Federico Garcia Lorca, com o Maurício… E o Arrigo, que só tem dois anos, está lá com eles, na cama, igualmente ouvindo os dramas de amor de Leonardo…

2) Aqui em casa, livro está sempre à mão. Livro é para ser manuseado, o tempo todo e sem a minha permissão. Isso requer desprendimento porque algumas páginas serão rasgadas outras serão riscadas. Não faz mal. Eu “restauro” na frente deles e ensino, a partir do ocorrido, que os livros devem ser bem tratados. E, conforme a paixão e o respeito pelos livros vai aumentando, esses “pequenos atos de vandalismo” ocorrem menos e menos. Nossos livros ficam de propósito em prateleiras baixas ou estantes no chão. E, no quarto dos meninos, os livros infantis ficam junto com os brinquedos. É meio bagunçado. Mas já assumi o caótico como parte da nossa vida e pronto…a foto mostra bem isso. Não existe espaço da brincadeira e espaço de leitura. Brincadeira também é leitura e leitura também é brincadeira.

Quarto e livros do Loretto

No quarto do Loretto, brinquedos e livros moram juntos

3) Loretto e Arrigo têm muitos livros. E aqui entra o título desse post. Todos os anos, a USP e a Edusp organizam com mais de 100 editoras uma feira em que os livros são vendidos com, no mínimo, 50% de desconto. Eu só compro lá e compro muito. Muito quanto? Uns 30 livros só para as crianças. Guardo tudo em um lugar secreto no guarda-roupas e faço aparecer um livro por semana, mais ou menos. Neste ano, 2012, a Feira acontecerá nos dias 12, 13 e 14 de dezembro, nos prédios da mecânica, da civil e no galpão de eventos da Poli. A outra parte do título deste post é sobre a Coleção de Livros do Itaú. Pelo terceiro ano, a empresa dá prosseguimento a essa que é uma das iniciativas mais lindas que eu já vi (empresários, sigam o exemplo!): qualquer pessoa pode entrar Livros Itaú e se inscrever. Em 20 dias receberá uma coleção de três livros infantis (muito bons). Nós já temos aqui nove livrinhos bem lindos enviado por eles em 2010, 2011 e 2012 – esses últimos, na foto, acabaram de chegar. E ficamos todos tão felizes que fiz o post. Eles acreditam que transformar uma criança em leitor pode transformar o mundo. Eu também acredito!

Acho que foi mais ou menos assim que o Loretto começou a gostar de livros. Acho que está sendo mais ou menos assim que o Arrigo começa a gostar de livros também. Não me baseei em textos pedagógicos e orientações de estudiosos da mecânica infantil para fazer isso. Apenas achei que poderia fazer dessa forma e fiz. Foi fácil porque eu e o Maurício também amamos livros – e temos convicção de que os livros nos trouxeram onde estamos. Fica como sugestão. Será lindo se a geração do Loretto e do Arrigo for cheia de leitores. Vamos trabalhar nisso? Vamos trabalhar nisso!

Livros da Coleção Itaú

Esses são os três livros da Coleção Itaú 2012. Acabaram de chegar e nos deixaram bem felizes

Uma viagem ao País das Formigas, com Menotti del Picchia

23 Ago

Que legal reencontrar vocês, Pé-de-Moleque e João Peralta!“Procuram-se pais que revisitaram com seus filhos destinos que marcaram sua infância. ” Oba, oba! Chama eu! Eu e o Loretto estamos em viagem ao País das Formigas, lugar sensacional, que eu e meus irmãos conhecemos há mais de 30 anos.  Tá certo que não é bem isso que a Ana Orlandi, minha amiga jornalista, está procurando para a sua reportagem. Ela quer destinos reais… Mas… Bem, o País das Formigas existe… Ao menos, nunca se apagou da minha cabeça. E, pelos olhos brilhantes do Loretto a cada noite, está existindo para ele também.

O livro do Menotti del Picchia não é uma leitura qualquer para mim. É A LEITURA da minha vida. Este é o livro que me fez virar leitora… Em 1977 minha mãe comprou esse livro. Acho que a professora do meu irmão mais velho indicou. Eu tinha quatro anos. Meu irmão mais velho tinha nove e meu irmão do meio, 8. Minha mãe decidiu que leria para a gente, toda noite, um pedacinho. Era um evento. A gente se reunia na sala. Quando o livro acabou, eu decidi que queria aprender a ler o quanto antes, imediatamente. Eu precisava voltar por conta própria e sozinha ao País das Formigas.  E voltei (reli) umas duas vezes.

Agora, tanto tempo depois, estou no meio da viagem com o Loretto. Talvez, para ele, não seja tão marcante como foi para mim. Mas ele está empolgado: se dependesse da vontade do Loretto, o livro inteiro seria lido de uma só vez (estou fazendo em poucos capítulos por dia…acho que para reproduzir o suspense que minha mãe imprimiu na gente quando nos leu…). E é o mesmo livro, aquela edição da Ediouro, com folhas que se soltam. Para o Loretto, melhor ainda, pois ele gosta mesmo é de livros velhos…

Viva João Peralta! Viva de Pé-de-Moleque! os dois foram meus amigos de infância e, agora, brincam com o Loretto. Fazem um belo trio esses três!

No capítulo que lemos ontem, a Rainha das Formigas convidou os dois meninos para um grande evento

Papai Noel, eu quero uma máquina do tempo

24 Dez

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Acho que o Loretto descobriu sozinho que o Papai Noel não existe. Feita a descoberta, ele deve ter pensado uma forma bem boa de me sacanear. Pediu uma máquina do tempo. E, ao me entregar a cartinha (cuja foto ficou bem tosca, aliás), ainda emendou: “Se ele não conseguir uma máquina do tempo, pode me dar uma ossada de baleia grande”. Parece aquela piada em que o Joãozinho solta um pum e pede pro Diabo pintar de verde. Bom, Loretto vai ganhar livro – existe máquina do tempo melhor do que essa? Feliz Natal!