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Até as mães judias soltam pum

5 Mar

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Loretto estava ansioso: ia conhecer o autor do livro “Todas as princesas soltam pum” e de tantos outros que ele leu, como “O Alvo”, “Telefone sem fio” e “Pai, todos os animais soltam pum?.” – Ilan Brenman. Ele também ia rever Ana Luísa Lacombe, de quem ele gosta tanto, tanto, tanto. Mas, aí, assim que a gente chegou ao Centro de Cultura Judaica, a primeira pessoa que a gente conheceu foi a mãe do autor. Toda orgulhosa, ela nos disse “Eu sou a mãe do autor” e eu e o Loretto ficamos em silêncio, pensando, “Nossa, demais!”. Daí, depois, eu contei para o Loretto que as mães judias são tradicionalmente super ciosas de seus filhos e era por isso que aquela senhora estava fotografando o filho dela tão empolgada. Daí, o Loretto fez a melhor observação do mundo: “Igual você quando fotografa eu e o Arrigo”…

É isso aí! Começou o Sipurim!!! Oba! Façam como a mãe do Ilan Brenman: tragam os seus filhos.

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Shalom, Gandhi, Baal Shem Tov e Ahimsa

2 Out

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Hoje, Loretto conheceu o Gandhi. E soube que o indiano foi jogado para fora do trem porque, tendo pele escura, não podia viajar em primeira classe (mesmo que portasse um bilhete). Depois, descobriu o significado da palavra Ahimsa – não-violência, em sânscrito. Na sequência, ouviu contos sobre Baal Shem Tov, ou Senhor do Bom Nome, dessa vez um personagem da tradição judaica. A costura entre o careca e o barbudinho foi feita com muita graça por Ana Luísa Lacombe em sua contação de histórias, no Centro de Cultura Judaica. Gandhi e Shem Tov tiveram um propósito comum: empenho em cultivar a paz.

Ao final da contação, houve uma oficina. As crianças aprenderam que erguer um bandeira branca significa pedir paz. Ganharam pedaços de tecido branco para fazer suas bandeiras e, nelas, foram convidados a pintar uma mão, pois a palma da mão à mostra também é símbolo de pacificação (e as crianças viram as imagens da mão judaica e da mão indiana, que colo no final do post).

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Loretto pintou cada parte da mão com uma das cores disponíveis. “Todas as cores podem ficar na primeira classe da minha palma”, ele disse. E eu nem sei o que eu pensei na hora.

Bandeira branca com mão
Caneta para tecido sobre tecido e vareta de pipa

Abaixo, a bandeira do Maurício, de que também gostei muito, e as mãos de Shalom e de Ahimsa.

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Raul Seixas X Van Gogh

22 Ago

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Neste domingo, Loretto foi ao Centro de Cultura Judaica assistir à contação da história Biblioteca dos Sonhos. Ana Luísa Lacombe – a contadora, já conhecida do Loretto desde a história de Candinho (Cândido Portinari) – fez uma livre adaptação da infância de Jorge Luís Borges, misturando a vida do menino com personagens que ele inventaria mais tarde ou lugares que criaria depois. O Imortal, o Aleph, bibliotecas, labirintos… Loretto gostou muito, porém o que mais chamou sua atenção foi a música do Raul Seixas “Eu nasci há dez mil anos atrás”, que Ana Luísa cantou quando Borges e o personagem Imortal “se encontram”.

Ao sairmos, eu disse que temos o CD do Raul Seixas. Expliquei que o Raul Seixas era o Carimbador Maluco, do Plunct Plact Zoom, que ele já conhecera antes, e contei que ele era um músico muito maluco, engraçado, legal pacas. Ficou combinado que ouviríamos o CD em casa, quando voltássemos do almoço na vovó.

Horas depois, no caminho de volta, Loretto fala: “Não vejo a hora de chegar para ouvir o CD daquele cara”. Para testar sua memória, pergunto: “Qual cara?”. E a resposta provou que, se a memória não é das melhores, a capacidade de fazer relações está afiadíssima: “Ué, aquele de hoje, o Van Gogh”.

Van Gogh e Raul Seixas – separados no nascimento. Ou, como disse o Caio Nunes, designer que juntou para mim as duas fotos acima, “separados por um cogumelo e uma orelha”…Valeu, Caio!

Abaixo, Loretto aproveitando a Oficina que acontece no final das contações. Ele estava criando um livrinho…

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Com Cândido Portinari

8 Jul

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Em 2010, o Loretto participou de uma atividade no Centro de Cultura Judaica: ouvir a história de Candinho – o Cândido Portinari quando criança. Ao final, os participantes foram convidados a fazer uma pintura sobre tela. O tema era “Uma viagem”. Surgiram quadros dos mais diversos, sempre retratando aviões, prédios, praias… O do Loreto foi este. E ele, então com 4 anos e meio, disse à monitora: “O meu é Paris, mas é abstrato…”. Fica a dica.

Paris abstrato
Guache sobre tela
24 x 17,5 cm
Não está a venda (a não ser que você tenha uma excelente oferta)