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Gandhi e Loretto bateram um papo

29 Jan

Gandhi e Loretto“Mas ele morreu ou está vivo?”, perguntou-me o Loretto logo no começo do monólogo “Gandhi, um líder servidor”. Um dia, Loretto saberá que ele está vivo, embora também esteja morto, pois nem a vida e a morte são tão preto no branco quanto a gente imagina. Por ora, expliquei apenas que aquele moço, o João Signorelli, era um ator. E que ele estava ali para contar como tinha sido a vida de Gandhi e também para explicar um pouco do que ele ensinou enquanto esteve aqui na Terra (sua morte – para fins biográficos – aconteceu há exatos 65 anos, no dia 30 de janeiro de 1948). Loretto prestou atenção em tudo (até nos besouros que circundavam a luz no palco, pois a peça foi apresentada num hotel fazenda de Mococa). Ao final, Loretto quis saber se o ator João já havia estado na Índia. E quis, também, fazer uma foto com ele (repare: o besouro está na mão…).

Por uma dessas grandes coincidências, no dia seguinte, recebi um email do grupo de pais e professores da escola do Loretto – era um convite para assistir à mesma peça, que será apresentada gratuitamente no CEU Butantã, dia 01/02, às 15h. Entre as histórias que Gandhi conta está a do dia em que uma mãe pede ao líder que faça seu filho nunca mais comer açúcar branco. Gandhi solicita à família que volte depois de um mês. E, quando eles voltam, Gandhi se abaixa, olha dos olhos do menino e diz: “Não coma açúcar branco. Faz muito mal para a saúde”. A mãe, espantada, pergunta por que teve que esperar um mês para essa orientação tão simplória. E Gandhi responde: “Porque há um mês, eu também comia açúcar”. É…a força do exemplo.

João apresenta o mesmo monólogo há 10 anos. E vale a pena ficar de olho para saber quando e onde ele vai estar. Nesta semana, a apresentação no CEU Butantã é gratuita.

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Shalom, Gandhi, Baal Shem Tov e Ahimsa

2 Out

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Hoje, Loretto conheceu o Gandhi. E soube que o indiano foi jogado para fora do trem porque, tendo pele escura, não podia viajar em primeira classe (mesmo que portasse um bilhete). Depois, descobriu o significado da palavra Ahimsa – não-violência, em sânscrito. Na sequência, ouviu contos sobre Baal Shem Tov, ou Senhor do Bom Nome, dessa vez um personagem da tradição judaica. A costura entre o careca e o barbudinho foi feita com muita graça por Ana Luísa Lacombe em sua contação de histórias, no Centro de Cultura Judaica. Gandhi e Shem Tov tiveram um propósito comum: empenho em cultivar a paz.

Ao final da contação, houve uma oficina. As crianças aprenderam que erguer um bandeira branca significa pedir paz. Ganharam pedaços de tecido branco para fazer suas bandeiras e, nelas, foram convidados a pintar uma mão, pois a palma da mão à mostra também é símbolo de pacificação (e as crianças viram as imagens da mão judaica e da mão indiana, que colo no final do post).

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Loretto pintou cada parte da mão com uma das cores disponíveis. “Todas as cores podem ficar na primeira classe da minha palma”, ele disse. E eu nem sei o que eu pensei na hora.

Bandeira branca com mão
Caneta para tecido sobre tecido e vareta de pipa

Abaixo, a bandeira do Maurício, de que também gostei muito, e as mãos de Shalom e de Ahimsa.

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