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Um João-de-Barro e as muitas versões de uma mesma história

8 Mar

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Já faz um tempo que o Loretto acompanhava essa família de João-de-Barro. Mas fazia isso sempre de longe, espiando o chegar e partir, ouvindo e imitando o cantar gargalhado das aves. Essa família morava na Praça do Relógio, na USP, onde nós vamos passear quase todo domingo. No último final de semana, a gente ficou ali, esperando os pássaros chegarem e, depois de bastante tempo, Loretto concluiu que eles já não estariam mais morando lá, pois não apareceram. Subiu na árvore e foi, finalmente, olhar a casa de pertinho.

Daí, começaram as dúvidas: por que abandonaram a casa? É verdade que o macho mata a fêmea? A casa é feita de quê? Então, prometi que a gente ia pesquisar juntos. Foi isso que acabamos de fazer, exatamente agora, numa sexta-feira, às 23h. Mas prepare-se: eu não vou responder essas perguntas, não. A grande lição desse post foi que Loretto teve o primeiro contato com o universo das muitas versões de um mesmo fato. A gente foi digitando joão-de-barro, abandono de ninho, etc, e eu fui lendo o que cada site falava sobre a ave. Um dizia que o João-de-Barro fica até morrer no ninho, outro dizia que pode abandonar a casinha em menos de um ano. Um dizia que o João-de-Barro prende a esposa na casa, se ela o trair, outro dizia que isso é uma bobagem. Um dizia que fêmea e macho fazem a casa juntos, outro dizia que o macho fazia a casa antes de encontrar uma fêmea… E eram tantas versões com histórias conflitantes que o Loretto se perguntou: “Mas qual está falando a verdade?”. Junto com ele, olhando como os textos estavam escritos, como citavam ou não fontes, como os sites estavam construídos, o tipo de fotos, eu fui pedindo para o Loretto dizer em qual ele sentia mais confiança. Chegamos a uma série de hipóteses que acreditamos mais verdadeiras do que outras. Foi SENSACIONAL. No fim das contas, a vida do Furnarius rufus (nome científico do João-de-Barro) é o que menos importa. O que vale de verdade, e aqui vai um grande conselho, é: pesquise em muitas fontes. Sempre! Não se contente com a primeira versão de uma história, escarafunche, questione. Isso vale para notinha de jornal, bula de remédio, carta de namorado ou versículo da Bíblia.

Capacidade de avaliar criticamente o que se lê é tão importante para o ser humano quanto construir uma casa com entrada protegida da chuva e dos ventos para o João-de-Barro. A diferença está no fato de que só o João-de-Barro já nasce sabendo disso…

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“O livro mais bonito que eu já ganhei”

1 Set

O bilhete do Loretto para o Zé Edu

O Loretto gostou tanto do livro Aves da Grande São Paulo que mandou um bilhete para o Zé Edu, em agradecimento. E me recomendou mil vezes que entregasse o bilhete em mãos… O Loretto ficou fascinado em saber que os fotógrafos de pássaros levam gravação com o canto da ave para atrai-la. Também ficou empolgado com a simples possibilidade de algum dia ir ver o Zé Edu fotografar. Ele passou horas lendo os nomes das aves e guardando na memória. Talvez esqueça quando crescer. Mas não faz mal. Agora, ele está concentrado em algo muito bacana e diz que o livro é “o mais lindo que ele já ganhou”. Logo depois de ganhá-lo, ele convidou meu pai (o vô Osvaldo) a morar no sítio que ele vai ter quando crescer. Lá as aves vivem soltas e cantam do nascer do dia ao fim da tarde… Meu pai disse vai, sim. Loretto é desse jeito, um menino que nasceu na cidade, mas ainda não sabe o que é Angry Birds. Pássaro para ele é Curió, Bicudo, Coleirinha, Cambacica, Coruja-da-Igreja…

Ele ficou sentado no chão, lendo, um tempão… Super confortável…

 

E, aqui, o livro!

Pássaro com torcicolo

27 Out

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Ontem estive na Kalunga. Loretto precisava de material de trabalho… Comprei tinta acrílica, tinta guache e, pela primeira vez, pastilhas para aquarela. Vovô Osvaldo, que estava em casa, ajudou a mostrar como esse tipo de tinta aguada funciona, enquanto a vovó Isaura grelhava umas costelinhas de Tambaqui. Loretto curte cores fortes, traços carregados de cor, gosta da pincelada impressa em camada grossa de tinta. Mas até que se divertiu com a delicadeza aquarelada. Depois de alguns testes, ele fez concluiu sua primeira obra em aquarela: o pássaro com pescoço torto.

Pássaro com pescoço torto
Aquareloa sobre cartolina de rascunho
31 x 22 cm

Ataque de pássaro zumbi

25 Jul

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Dessa vez, não é pintura nem desenho. É instalação… Ele fez e pediu para eu fotografar. Mas avisa que não venderá a obra.

Pássaro zumbi
Pássaro de madeira e cérebro de plástico sobre EVA do piso

Passarinho 3

11 Jul

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Esse pássaro está um tanto doidão. Loretto disse que era um Uirapuru. Depois, um Jurutaí. Depois nenhum dos dois e, finalmente, assumiu que é os dois ao mesmo tempo. Vai ver é por isso que a ave tem esse olhar meio bipolar.

Caneta esferográfica e giz de cera sobre papel de rascunho
R$ 1

Passarinho 2

11 Jul

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Loretto tem essa fixação por animais e objetos voadores. Gosta dos pterodáctilos, quando o assunto é dinossauros; prefere aviões a carrinhos; entre os mamíferos, impressiona-se com os morcegos. Deve ser por causa da Nossa Senhora de Loretto, padroeira dos aviadores. Considero os seus desenhos de pássaros sempre muito expressivos.

Pássaro verde
Giz de cera sobre papel de rascunho amassado
R$ 1

Tucano e Colhereiro

5 Jul

20110704-113355.jpgO Loretto já viu tucanos voando. Foi em viagem ao Mato Grosso do Sul. Os colhereiros conhecia só por fotos, até ir a Atibaia e visitar o Museu de História Natural. Lá, viu colhereiros empalhados.

Tucano e Colhereiro
caneta sobre papel de rascunho
R$ 2