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Nasceu um bicho-pau! Nasceu! Nasceu!

29 Mar
Nasceu e já está curtindo uma folha de goiabeira

Nasceu e já está curtindo uma folha de goiabeira

Desde setembro de 2012, quando os dois casais de bicho-pau chegaram, passaram-se já quase sete meses. E as fêmeas, que já vieram adultas, botavam dois ovos por dia desde o primeiro dia. Fui separando, separando, colocando no algodão, borrifando água, mas nada de eles nascerem. Mais de 300 ovos. Emiliano, biólogo que nos deu os insetos, falou que devíamos ter paciência – pois podia demorar muito, nem todos os ovos eclodiriam e muitos filhotes morreriam assim que nascessem. Tivemos paciência e esperança. De repente, três filhotinhos. Dois morreram. Um está firme e forte. Acho que é fêmea. Estamos tão felizes! Que venha a Páscoa e que muitos e muitos ovos brotem com bicho-pau – para nossa alegriaaaa!

Loretto observa o filhotinho de bicho-pau

Loretto observa o filhotinho de bicho-pau

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Questão de pele de cobra, de aranha e de bicho-pau

19 Nov

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Essa era, ou quem sabe ainda é, uma cobra siciliana. Largou sua pele de serpente para crescer e continuar passeando por Avola. Loretto estava na garupa da minha bicicleta e viu, sob um montoado de folhas secas, um pedacinho da pele. “Para, para a bicicleta!”. Desceu correndo e pegou. Era gigante, estava quase intacta. Uau! Incrível! Daí, guardamos em uma garrafa plástics vazia para não estragar na bagagem. Amassou um pouco, rasgou outro pouco, mas deu para trazer quase completa e colocar neste porta-retrato. Volta e meia, Loretto abre para brincar com ela. A cobra deve estar por lá ainda, largando a pele para outros meninos curiosos pegarem.

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A história dessa aranha é linda demais e só está no começo. O Lanfranco Tronconi a criou por quinze anos e essa pele aí é de quando ela tinha 10 anos. O Lanfranco guardou, guardou, guardou, guardou a pele por muito tempo. Hoje ele é biólogo e trabalha no Instituto Butantã. E é pai da Isabelinha, que estudava com o Loretto até 2011. Quando o Loretto soube que o pai da Isabelinha era biólogo e, ainda por cima, trabalhava no Butantã, queria encontrar com ele em todas as festas para mostrar seus livros, seus besouros… Um dia, o Lanfranco deu a pele da aranha para o Loretto, que a guarda como se fosse um tesouro na caixinha de acrílico. E prometeu guardar para sempre e só dar para alguém quando ficar muito muito muuito velhinho e, ainda assim, só se esse outro alguém gostar de bicho tanto ou mais do que ele.

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A gente já sabia que o Bicho-pau ia soltar a pele. Mas no dia em que aconteceu, nossa… foi demais! Acordamos e, como de costume, fomos lá dar uma olhadinha nos casais de bicho-pau. A pele estava lá, em pé, transparente, como se fosse um bicho-pau fantasma. Era tão impressionante. Era a pele de uma das fêmeas. Ela parecia remoçada, mais clara, mais feliz sem a pele velha. Saiu tudo, até a antena. O Loretto tirou a pele da gaiola e a gente decidiu mandar emoldurar. Com o vidro ela ficou assim, plana. Quando houver nova troca de pele de bicho-pau por aqui, eu fotografo ela antes de colocar no vidro. O Emiliano, biólogo da USP que presenteou o Loretto com os insetos, disse que outras peles sairão. Eba!

E a gente fica pensando: será que dói quando as peles das cobras, aranhas e bicho-pau saem? O que será que eles sentem? Será que a primeira troca de pele é igual a queda do primeiro dente de leite? Tudo questão de pele…

O tatu veio morar com a gente

24 Set

O avô de um coleguinha do Loretto empalhou esse tatu há muitos e muitos anos. Você já conhece este tatu – ele foi personagem de um outro post. Acho que o Loretto pediu para ver o bicho tantas vezes, que a mãe do amigo do Loretto resolveu fazer essa doação. Loretto está radiante! A casa agora está perfeita. Tem uma pele de aranha caranguejeira, tem um casco de tartaruga (história que eu conto em meu outro blog – com foto), tem uma pele de cobra encontrada na Itália, tem uma piranha empalhada (e essas histórias ainda não contei aqui, mas um dia eu conto), tem um casal de bicho-pau (que já está com 25 ovos…) e tem um tatu empalhado. Agora, o Loretto quer criar uma espécie de santuário, um altar com todas as suas coisas de bicho e natureza. Se ele fizer isso, eu mostro. Por enquanto, cada uma está em uma parede ou estante da casa.

Habemus Bicho-Pau!!!

4 Set

Loretto segura uma das fêmeas do seu primeiro casal de Bicho-Pau

Dois casais! Dois casais de bicho-pau morando na nossa varanda. É mais um sonho do Loretto que se realiza. Aconteceu tudo muito rápido: o Nilbberth convidou-me para o seu aniversário. No meio da tarde, disse que o seu grande amigo Emiliano estaria lá. Emiliano vem a ser um biólogo recém-doutorado pela USP em…digestão de Bicho-Pau! Putz grila… Em duas horas, estava tudo acertado. À noite, na pizzaria Kadaloro, na Corifeu, Emiliano levou uma caixa com quatro insetos e o Loretto levou o seu insetário.

Emiliano ensinou como cuidar dos bichos. Como eles são bem grandes (as fêmeas têm cerca de 25 cm!), tive que comprar uma gaiola enorme…e minha mãe está fazendo uma capa de tule (porque os machos são menores e podem escapar pela grade). Bicho-pau come folha de goiabeira. Mas não é para colocar a folha lá dentro da gaiola. Precisa pegar um galho, limpar as folhas (porque aqui em São Paulo a poluição fica impregnada nelas) e deixar o galho dentro de uma garrafinha com água. Assim, um galho grande deve dar para alimentar os insetos por uma semana. Todo dia, sobretudo nesse tempo seco, é preciso borrifar água nos bichos. E a cada dois dias, limpar o cocô. Enfim, é o nosso bicho de estimação e como todo bicho de estimação, dá trabalho. O Loretto se comprometeu a cuidar.

Ontem, o Loretto nem queria dormir. Hoje, quando acordou, pensou que tivesse sido um sonho e, quando viu o insetário na sala, respirou aliviado. Escreveu os dois bilhetes abaixo e deixou para mim. O primeiro serviu para reafirmar, para ele mesmo, mais uma grande conquista na sua vida. Uma criação de Bicho-Paus!

Ao acordar e ver que não tinha sido um sonho, Loretto escreveu esse bilhete

E agora que ele aprendeu a escrever bilhetes de agradecimento, deixou esse para mim (ou talvez para o Nilbberth, ou talvez para o Emiliano…)

Olha o Nilbberth (levantando) e o Emiliano à direita. Ao fundo, outros amigos queridos