Uma experiência sobre a autoestima

2 Set

Não tem nome. Foi um quadro meio experimental, um teste de novas técnicas.

Dia desses Loretto quis pintar. Misturou um tanto de tinta, mexeu para cá, mexeu para lá, e alguns minutos depois me mostrou o quadro. Eu olhei, olhei… Hum… O que será que eu deveria dizer? Eu não tinha amado o quadro. Mas o que diriam os psicólogos? Elogie sempre? Nunca elogie? Elogie só mais ou menos? Ou como tenho feito aqui no meu trabalho, diga “Me mostre só quando estiver pronto”? Resolvi ser sincera: “Não sei, Loretto, ficou legal, mas não é o meu preferido, acho que você já pintou melhores”. Silêncio. Ele olhou o quadro, levantou o quadro, continuou olhando. E, finalmente, falou: “Ah, eu gostei!”. Ufa…autoestima bem construída.

Dois dias depois, uma amiga, a Roberta Buffone, que é também a pneumologista dele (pois é, apesar do que já escrevi sobre os médicos, tenho uma porção de amigos queridos médicos…), fez aniversário. Naquele mesmo final de semana, ela nos visitou e disse que gostaria de ganhar um quadro do Loretto. “Bem”, falou o Loretto, “eu pintei um que a minha mãe não gostou então vou dar para você”. E deu, todo contente porque a Roberta demonstrou ter gostado. Foi uma ação prática do famoso “Não quer? Tem quem queira!”, coisa que muito adulto envelhece e não aprende.

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